Truly, Madly, Deely - Epílogo

Dois anos depois.
Setembro – Londres, Inglaterra.
Angel's Point of View
Dois anos haviam se passaram, dois maravilhosos anos. Eu já estava cassada com o homem da minha vida, já havia me formado no ensino médio e agora estava prestes a cursar uma faculdade de psicologia. Passamos alguns meses em Mullingar, vivendo com o Niall, foram meses divertidos, mas logo tivemos que voltar. Niall me ensinou a dirigir assim que eu fiz dezoito anos e não demorou muito para que eu logo tivesse uma carteira de motorista novinha. Terminamos os estudos e só assim começamos a pensar no casamento, foi um dia mágico e maravilhosos, todos estavam lá até a Nancy e o Frank. Me lembro dos meninos bêbados e minha barriga doí ao lembrar das risadas que dei daquele dia.
Nossa lua de mel, bem, nós escolhemos passar na Austrália e passeamos mais do que ficamos no hotel. Depois que voltamos, Niall vendeu o apartamento e comprou uma casa maior e eu me mudei definitivamente, foi difícil deixar meus pais, mas com a volta de Jessie sei que eles não ficariam sozinhos. Sim, ela voltou e com problemas maiores, ela resolveu abandonar a faculdade e começar a sua vida novamente, de acordo com a mesma, ela não viu um belo futuro a sua frente então voltou a Londres e continuou morando com os nossos pais enquanto pensa no que quer da vida enquanto foge com o Zayn.
Eu e Niall estávamos pensando em um filho, eu fiquei um pouco triste ao lembrar que se ele estivesse vivo hoje teria dois anos. Niall disse que podíamos tentar outra vez, mas o doutor foi bem claro quando disse que o meu útero não aguentava muito, mas mesmo assim continuamos tentando. O resultado foi dois abortos consecutivo e eu já estava perdendo as esperanças. É difícil para uma mulher saber que ela não pode fazer o que Deus a permitiu e quanto mais eu pensava mais eu queira um filho. Eu sei que o que mais o Niall quer é uma criança correndo pela casa, e é muito custoso não poder dar a ele isso.
Eu estava sentada na varanda da nossa casa olhando a floresta linda que havia em frente, a única coisa que nos separava era o gramado e a estrada não tão grande. Sentir o cheiro de carvalho era uma das melhores coisas, ver os pinheiros majestosos e robustos, a grama macia e o frescor de chuva. Meu vestido balançava com o vento, assim como os meus cabelos soltos, era maravilhoso não estar no meio da cidade e daquelas pessoas.
Avistei um carro, era Niall, ele havia saído hoje bem cedinho. Ele anda um pouco estranhos por estes dias, anda calado e fica sozinho às vezes. O carro parou em cima do gramado recém irrigado e Niall saiu de dentro. Ele usava óculos escuros e uma jaqueta quadriculada. Levantei da cadeira e desci as escadas até ele.
— Onde você estava? – perguntei.
— Eu estava em um lugar que eu acho que você iria gostar de ir. – se aproximou de mim e eu sorri tímida — Você fica linda de vestido. – sorri e empurrei ele de leve.
— Onde você foi? – perguntei enquanto sorria.
— Eu quero te levar até lá. – balançou as chaves do carro.
— Onde...
— É surpresa. – me interrompeu.
— Niall, eu não aguento mais surpresas – bufei.
— Você vai gostar dessa – abriu a porta do carro.
— Tudo bem, só desta vez – alertei entrando no carro.
Niall sorriu e me selou. Correu até a varanda e fechou a porta pegando a chave. Deu alguns pulinhos até o carro e entrou. Niall sorriu antes de dar a partida e me entregou uma faixa.
— Cubra os olhos. – gesticulou com a mão.
— A última vez que você fez isso me pediu em casamento. – coloquei a faixa nos olhos, mas pude ouvir a gargalhada de Niall.
Eu não sabia para onde Niall estava me levando, mas se ele gosta para mim já está bom. Niall cantarolava uma música que tocava na rádio enquanto dirigia. Eu não podia fazer nada pois minha visão estava escura portanto podia ouvir a voz angelical de Niall.

Demorou algumas horas para chegarmos, talvez seja porquê nossa casa é afastada da cidade. Niall avisou que já estávamos chegando e eu fiquei mais ansiosa. Estava feliz. Senti o carro parar, podia ouvir algumas risadas misturadas com gritos, não sabia muito bem onde estava. Ouvi a trava da porta, Niall estava saindo do carro, ele deu uma corridinha em volta do carro e abriu a porta para mim. Niall me ajudava a sair do carro e as risadas iam aumentando, eu sentia um cheiro diferente, pode parecer estranho, mas sentia cheiro de giz de cera. Niall me pôs em sua frente, senti ele desamarrar o nó, mas continuei com os olhos fechados, senti a faixa sair por completo dos meus olhos e Nia sussurrou "Pode abrir os olhos". Abri os olhos vagarosamente e dei de cara com um espaço enorme que imitava uma escola, era azul e vermelho, tinha uma placa em cima da entrada principal, estava escrito "Orfanato". Minha pernas tremeram, meus olhos enxeram de água. Niall observava o lugar com um sorriso no rosto enquanto eu estava tentando não chorar.
— O que acha de recomeçarmos nossa família?
— Oh, Niall! – abracei ele forte – Obrigada por me trazer aqui – minha voz saiu abafada.
— Vamos, temos muitas coisas pra fazer — me abraçou de lado me guiando até a entrada principal.
Era um lugar divertido, parecia uma escola. Haviam desenhos em cima de uma mesinha, as crianças brincavam em um lugar distante dali. Niall me levou até um balcão de informações.
— Niall, não é tão fácil adotar uma criança — sussurrei.
— Pode ficar tranquila, eu já cuidei das coisas — sussurrou.
— Como é? — parei na frente dele — Por que não me disse?
— Eu queria fazer uma surpresa para você — sorri.
— Mas, eles precisam fazer entrevistas e visitar a casa...
— Eles já visitaram a casa, mas antes da entrevista precisamos de um preferido — apontou para o ginásio onde as crianças brincavam.
— Se pudesse levaria todos — sussurrei e ele sorriu pegando a minha mão e me guiando até o ginásio.
— Posso ajudar? — uma senhora baixa e ruiva apareceu na nossa frente.
— Vimos visitar as crianças, iremos adotar uma — disse Niall.
— Não é tão simples assim adotar uma criança — debochou.
— A única coisa que nos falta é a entrevista — entregou um papel para a mulher.
A expressão era séria, ela lia como se aquilo não importasse em nada. Depois fez uma cara de repulsa e entregou o papel de volta.
— Já tem ideia de como querem?
— O que é isso, um mercado? — arqueei a sobrancelha.
— Desculpe, algo errado? — perguntou uma mulher alta, magra e com cabelos grandes castanhos, aparentava ter por volta de trinta anos.
— Nós queremos escolher uma criança, queremos adotar — respondeu Niall animado.
— Pode deixar senhorita Prince, eu mostro as crianças a esse casal jovem — respondeu com a mesma animação de Niall. A mulher ruiva torceu o nariz e saiu dali. — Então, que tal darmos uma olhada? — nos guiou até o ginásio — Vocês sabem se querem bebê ou criança? — indagou.
— Ah... — gaguejei — Acho que criança seria melhor — chutei.
— Quantos anos vocês tem? — perguntou sem rodeios.
— Vinte e vinte e um — respondi.
— Nossa, parece que vocês tem dezessete anos. — gargalhou — Então, este aqui é o ginásio, onde a maioria das crianças brincam, algumas preferem ficar dentro da sala brincando com os jogos e outros estão na ala da soneca — dizia enquanto andava pelo corredor. Havia uma cerca com alguns espaços que permitia olhar para o ginásio enquanto andava pelo corredor. — Por onde querem começar?
— Pela sala de aula — disse Niall.
Seguimos a moça até a sala de aula. Ela era grande e parecia divertida, tinha diversas crianças, queria pegar todas e ficar para mim, mas eu infelizmente não podia.
— Fiquem a vontade — sussurrou. — E a proposito, meu nome é Daisy. — concordei.
Algumas crianças pararam de brincar para nos encarar, aquela era uma situação engraçada e estranha. Não era normal escolher crianças como um mercadoria, mas infelizmente isso existe, quem sabe não é tão ruim se pensar de outro modo.
Niall não parava de sorrir, era maravilhoso vê-lo assim. Ele começou a falar com algumas crianças e Daisy me incentivou a fazer o mesmo então me andei até Niall e conversei com as crianças também. Enquanto algumas se divertiam com Niall, um garotinho que aparentava ter cinco anos estava sentado em um banquinho olhando atraves da janela alguns garotos jogando futebol. Levantei e caminhei até ele.
— Oi — sorri sem mostrar os dentes, ele sorriu e voltou a olhar para a janela.
— Oi — respondeu.
Observei com ele as crianças jogando futebol, elas pareciam se divertir, ao contrário dele.
— Por que não brinca com eles? — sentei ao seu lado.
— Não conseguiria — sua voz frágil fazia qualquer coração derreter, ele era loiro e tinha lindos olhos azuis escondidos atrás de um óculos, vestia uma camisa amarela de manga comprida dobrada  nas pontas, uma bermuda branca que aparentava ser jeans e um tênis convencional. — Eles não me aceitariam — reprimiu.
— Por que não gostariam? Já tentou jogar?
— Eles não gostam de mim, — respondeu — na verdade quase ninguém gosta. Eu sou o mais velho das crianças, estou aqui desde que eu me lembro. As pessoas vem e levam o mais extrovertido, isso quando não levam os bebês. Mas a Daisy sempre me disse que um dia isso tudo seria recompensado e eu seria levado para um lar feliz com dois pais que se amam e um cachorro grandão em uma casa enorme — me olhou nos olhos, e aqueles olhos eram lindos.
— Sabe, a Daisy está certa, um dia tudo isso será compensado e você irá para um lar feliz com seus novos pais se amam em uma casa grande, não posso afirmar que tem cachorro, mas talvez isso mude — sorri.
— Qual é o seu nome? — ajeitou seus óculos.
— Angelina, mas você pode me chamar de Angel — me apresentei e ele sorriu mostrando alguns "espaços".
— Meu nome é James — cumprimentou-me. Por um momento senti meu coração parar, me lembrei do meu pequeno filho, o nome dele seria James, se fosse um menino.
Senti alguem atrás de mim, era Niall, ele me viu quase chorar. Niall sentou ao meu lado.
— O que aconteceu? — perguntou Niall.
— Ah, nada. — limpei as lágrimas antes mesmo que elas caíssem — Esse é o James — apresentei-o para Niall, que pareceu interessado.
— Oi, James — sorriu acenando.
— Oi, qual o seu nome?
— Niall — respondeu e em seguida me olhou, eu sabia o que ele quis dizer com aquele olhar então eu apenas concordei — James, o que acha que passear? — ofereceu.
— Eu adoraria.— respondeu animado. — Mas, não posso sair daqui.
— Acho que não será problema — respondi.
— O que estamos esperando? — levantou do banco.
— Ele tem razão, o que estamos esperando? Vamos para o parque — berrei.
— Espere, — chamou Daisy — não podem levá-lo para passear, a menos que... — me olhou e eu assenti enquanto sorria — Ah, quanto a isso, acho que tudo bem — respondeu abraçando a prancheta que segurava.
Niall pegou a mão de James e eu peguei a outra, ele era pequeno, mas nem tanto assim. Daisy sorriu e se ajoelhou diante a James, abraçando-o em seguida.
— Se divirta, — sussurrou Daisy e logo levantou — eu vou cuidar das coisas enquanto passeiam.
— Obrigado. — agradeceu Niall.
[...]
O parque estava cheio para um dia de semana. Havia pessoas andando de bicicleta, passeando, brincando. Estávamos sentados na grama, deu tempo para fazer um pequinique e conhecer mais o James. Ele era um amor de criança, era engraçado e divertido, não parecia ser o tipo de garoto que aparentava. Ele é muito esperto, mas diria que é um pouco triste, ele viveu no orfanato e as crianças nunca aceitaram ele, deve ser difícil crescer e ver seus companheiros indo embora mas você continua lá, era triste.
— Então, me diga o que eu estou pensando — disse Niall — Hum, eu sou branco e pareço um algodão.
— Ah... — James parecia pensativo — Uma nuvem! — exclamou.
— Acertou — eles fizeram um toque de mãos que já haviam inventado.
— Agora é a minha vez, — disse — essa vai para o Niall, eu posso ser redonda e quadrada, as pessoas guardam coisas dentro e mim e sou feita de papel — facilitei.
— Mas o que? — cerrou os olhos — O que você é? Eu fiquei confuso.
— Uma caixa de papelão — respondeu James.
— Niall, você tem o que na cabeça?
"Eu sou feita de papel"?
— Sim, só porquê é papelão não significa que não seja papel,— respondi — ou você pensa que papelão é um papel grande?
— Mas é claro que não! Você só deveria ser mais específica.
— Se eu fosse mais específica daria a resposta! — levantei as mãos.
— Agora é a minha vez, — pediu James — eu sou colorida e às vezes pegajosa— fiquei pensativa.
— Massa de modelar? — indaguei confusa.
— Sim, a Angel ganhou! — levantou meu braço.
— Massa de modelar é pegajosa? — cerrou os olhos novamente.
— Niall, em que planeta viveu todo esse tempo? — indaguei e James gargalhou. Aquela risada era tão gostosa de ouvir, ele já estava ficando vermelho de tanto rir e eu também ria com ele. James sem sombra de dúvidas seria a criança perfeita para a adoção. — James, por quê não vai comprar um sorvete? — ofereci.
— Tudo bem — pegou as moedas e correu até o carrinho de sorvete que não ficava longe dali.
— Acho que agora tenho a minha resposta. — alertei enquanto observava James — Sim de todas as formas possíveis!
— Ele é incrível. — disse Niall me abraçando de lado. — Está na hora que contar a ele.
— Concordo — sorri.
James corria com um sorvete derretido pela grama, ele era tão fofo, seus cabelos loiros escuros arrumados em um topete pequeno, seus óculos quadrados e suas bochechas vermelhas.
— Aqui está — me ofereceu.
— Pode ficar querido — sorri e ele deu ombros lambendo o sorvete.
— James, você nos acha legal? — perguntou Niall.
— Sim, vocês me deixaram brincar e comer sanduíche de pasta de amendoim, e além do mais são engraçados e divertidos. — sorriu
— James, o que acha de nos ter como pais? — perguntei diretamente e ele parou de lamber o sorvete.
— Vocês vão me adotar? — perguntou esperançoso, nos entreolhamos e assentimos.
— Sim — respondeu Niall.
James pulou nos nossos braços deixando o sorvete cair na toalha quadriculada. Ele gritava enquanto nos abraçava, eu apenas gargalhei enquanto o abraçava forte.
— Eu não vou decepcionar vocês, eu juro!
— Você não vai — confirmei.
— Eu não consigo acreditar, tenho os melhores pais do mundo! — gargalhou.
Aquilo era incrível, não há palavras para descrever o que eu sinto, eu sou a pessoa mais feliz de todo o mundo. Uma família é tudo o que eu sempre quis e agora qie tenho me sinto infinita. Deus existe e vive em meio a nós, mesmo que a vida te faça cair mostre para ela que do chão você não passa, acredite em Deus e ele lhe fará a pessoa mais feliz do mundo, sempre caímos, mas você só precisa se levantar e começar tudo de novo. Perdi a conta de quantas vezes caí, mas continuei seguindo atrás de um final feliz, mas como o meu herói me disse: os finais felizes não acabam e talvez o meu não tenha fim.


Oi, estou chorosa T^T
Não acredito, agora acabou tudo. Em breve postarei os agradecimentos, mas antes preciso explicar uma coisa: sim, este é o capítulo extra que eu o transformei epílogo. Eu estava escrevendo este capítulo quando pensei, pra quê fazer mais um capítulo? Ficou perfeito assim. Eu adorei o final, tão lindo♥
Preciso que me digam o que acharam, gente eu não paro de chorar é sério. Enfim, comentem por favor. Obrigada por todos os comentários do capítulo anterior.
 

9 comentários :

Letícia Santana Martins de Paula disse... Responder

How realmente ficou muito perfeito, eu ñ poderia imaginar um final melhor.
Eu simplesmente ñ posso acreditar que a fic acabou, eu lembro que quando li o primeiro Cap eu me apaixonei e li todos os outros em 3 dias olha que vc tava no Cap 60 e poucos. Mas deixando isso de lado, parabéns essa fic foi perfeita eu amei ela do começo ou final e vou levá-la smp comigo.

Aninha disse... Responder

Ta perfeito pena que a fic acabou , ficou tao lindo , eu ate chorei mas deixa de lado ficou perfeito ta muito lindo !!!!!!

Anônimo disse... Responder

Adorei uma das minhas fic preferidas eu acho que o final nao podia ficar mais perfeito

Joyce Rayane Dos Santos Silva disse... Responder

Que perfeito ♥ amei essa fic vai deixar saudades ela♥♥ vc escreve muito bem ♥♥

Beatriz Sinfronio disse... Responder

Eu amai muito triste porque acabou

Anônimo disse... Responder

Meu Deus do céu, cara chorei muito ,sério sua fic é perfeita demais,é diva,é linda,conta uma historia fantastica,ela nos envolve de um jeito único e sempre deixa um gostinho de quero mais.To chorosa demais, o James é tão fofo e o Niall e a Angel merecem construir uma familia. Ai sério cara eu te amo dms <3 e eu amo ainda mais a sua fanfic .

Anônimo disse... Responder

Como assim a fic acabou? Oq vou fazer da minha vida agora? A espera tem umas pessoas na mesa vou sentar com elas,acho q é minha familia

Ass: Bel_Nialler

Beatriz disse... Responder

Nossa, sério, eu acho q.......essa foi a única fic q eu chorei, acho q sua criatividade vai além dos limites da perfeição!!! Cara eu ameeeei o final quando o James disse "vcs vão me adotar?" e ficou todo feliz quando o Niall disse q sim e dps ele disse "eu tenho os melhores pais do mundo!!"...... sério cara, eu ñ tenho palavras p descrever o quão feliz vc me fez lendo essa fic....eu nem sei mais oq dizer....por vc eu fui dormir 7:46 da manhã lendo essa fic, mas cada segundo valeu mais do q apena!!! Cara eu te AMO!!!

maah disse... Responder

Q pft *-* amei essa fic��❤

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