O Juramento - Capítulo Vinte e Nove



Pouco tempo depois, estávamos em frente ao castelo dos Petrova. "


 Nos acomodaram nos quartos. Foi o tempo de acender a lareira e tirar as roupas pesadas e sujas de neve, para baterem na porta e servirem o jantar. Me acolhi perto da lareira, aquecendo-me. Harry entrou no quarto e fechou a porta atrás de si.
- Podemos conversar ? - Perguntou, encostado na porta. Não consegui ler nada em sua expressão.
- Claro.
Ele se sentou na cama e peguei uma cadeira e sentei de frente para ele.
- Acho que antes de tomar qualquer decisão sobre mim, você deveria saber de toda a verdade.
Eu não aguentei, tinha muitas perguntas e era hora de obter respostas.
- Você me abandonou, por quê ? - Era a que mais doía e a que mais ficava voltando em minha mente.

- Eu fui obrigado.
- Como assim " obrigado " ?
- Quando te conheci, eu me aproximei por que gostava de você. Queria ficar com você. Quando fomos para Londres, e Matthew apareceu na escola, estranhei. Deixei as coisas irem para ver o que ele estava tramando. No começo, ele me dissera que só queria te conhecer e se aproximar. Que seria um jogo limpo. Quando percebeu que eu estava gostando mesmo de você e você estava correspondendo,teve que fazer algo. Ele me ameaçou. Se eu não ficasse longe de você, ele devastaria a cidade, mataria a pessoas que você ama e te mataria. Eu me afastei, temendo o pior. Mas não recuei satisfeito. Esse tempo todo estava tentando pensar em algo para acabar com ele. 
- Ele ameaçou as pessoas que amo ?
- Sim. Especialmente, seu tio, Chelsea e Margareth.
- Por que ele me queria ?
- Ele foi banido do Três Grandes. Não sabia dar ordem em seus homens. Seus vampiros eram muitos rebeldes e matavam qualquer um, sem limpar a bagunça depois. Isso estava trazendo problemas para os vampiros. Os humanos suspeitam. E eles não estão preparados para nós. Seu reino era uma bagunça e Matthew era igual a seus subordinados. Sem controle. Ele foi expulso dos Três Grandes, trazendo seu reino a falência e nomeando seus vampiros de " Renegados Rebeldes ". Ele sabia do juramento e esperava por ele. Como você não é obrigada a ficar com quem não quer, poderia escolher. Assim que me informaram que você estava na idade, teve que vir para cá e conheceu tudo. Ele esperou que fossemos para um lugar mais afastado de todos do reino e se apresentou a você. Ele precisava de uma princesa com influência e dinheiro, e lá estava você. Assim que te seduzisse e ficasse com ele, ele passaria a fazer parte dos Três Grandes de novo. Tomando de volta seu poder e dinheiro. Logo, ele te mataria, para ficar com tudo. Como ninguém saberia que foi ele, não poderiam expulsá-lo de novo.  
- Mas você ficou comigo. 
- Sim. E foi um erro. Arrisquei você e muitas outras pessoas. E como prova de sua promessa, matou o nosso professor. 
- Foi ele ?
- Sim. Tentei impedi-lo, mas ele é impulsivo. E ainda mandou um de seus homens aterrorizá-la. Lembra-se de Daniel ? Ele mandou Daniel fazer aquilo com você, e depois teve toda aquela encenação de que salvou sua vida.
- Mas depois, quando cheguei em casa, nós ficamos outra vez.
-  Esse erro foi mais grave. Para enfatizar sua promessa, mandou te sequestrar. Temendo perdê-la, eu me afastei definitivamente de você. Não arriscaria sua vida.
- Você tentou me afastar ?
- Sim, e muito. 
- E Tracy ?
- Ela é irmã do Matthew. Ele mandou ela ficar comigo, para me espionar. E ajudá-lo com você. 
- Nunca houve nada ? De verdade ?
- Nunca. Eu a odeio. Quase a matei umas vezes. Mas ela obedece a ele. Ela ficou estudando na escola um pouco antes, para observar você e ver se eu aparecia antes de você ter a idade.
- E você me abandonou assim, do nada, e não me falou o motivo. Por quê ?
- Eu não poderia. Se você soubesse de qualquer coisa, estaria tudo acabado. Matthew é impulsivo e sem limites. Faz qualquer coisa por poder e dinheiro. Ele te mataria, devastaria cidades e mataria pessoas que você ama, se o plano dele falhasse. 
- Mas como ele soube de todas as vezes que ficamos ?
- Os vampiros conseguem entrar na mente um do outro. Mas não é sempre. Geralmente é quando estamos fracos. Seja por motivos físicos ou emocionais. E eu estava fraco. Ficar longe de você me deixava fraco. Saber de tudo o que ele estava fazendo e não ter muitas saídas, ver você tão perto e não poder tê-la. Tudo isso me deixava fraco. Ele entrava na minha cabeça quando estava dormindo e acessava minhas memórias, assim descobriu tudo. 
- Por que não contou para alguém do castelo ?
- Se contasse, tudo estaria acabado. Até eles conseguirem chegar em Matthew, você já estaria morta, e seria minha culpa.
- Por que você fez tudo isso por mim ?
- Você não sabe quantas coisas faria por você. Aceitei a ameaça de Matthew para não perdê-la . Eu não suportaria te perder. Eu não posso te perder. Mesmo que tivesse que vê-la só de longe, por mim bastaria. Pelo menos não estaria morta. Muitas vezes eu me rendi ao desejo e fiquei com você, fiquei te provocando. Era muito difícil tê-la tão perto. Eu tive que fazer algo para te afastar por vontade própria, ou seja, agi como um canalha. Falei que nada foi real e fingi ficar com Tracy. Também tive de pedir a Chelsea para te falar que eu não era bom o bastante. Você me odiando, seria mais fácil.
- Como assim, você era próximo de Chelsea ?
- Chelsea se mudou porque foi transformada. Todos esses anos ela era uma vampira. Quando pensou que fosse perder o controle, procurou nosso reino. Nós a ajudamos e acabei me tornado seu amigo. Quando cheguei em Londres com você, pedi para que ela viesse cuidar de você. E fiz o mesmo com Alec. Eles dois são do meu reino. Eu posso ter sido obrigado a me afastar de você, mas ainda te manteria segura. Eles cuidariam de você. Eu precisava saber que estava a salvo. A única maneira que achei para ficarmos juntos, foi através de seus sonhos. Enquanto você estava no castelo, toda a noite, eu entrei na sua mente e te fiz sonhar comigo. Poderia não ser real, mas para mim bastava. Se eu perder você, perco tudo.
Lágrimas quentes escorriam de meus olhos. Um nó se formara em minha garganta. Estava tremendo. 
Enterrei o rosto nas mãos.
- Preciso de você do meu lado, agora e sempre. - Seu tom de piedade tinha sumido e agora se tornara uma súplica.
Coloquei as pernas na cadeira e abracei os joelhos. Harry se aproximou e puxou minha cadeira com força. Perdi o equilíbrio e cai em cima dele. Ele continuou sentado e passou os braços em volta da minha cintura. Levou uma das mãos aos meus olhos e limpou minhas lágrimas. Me beijou. No começo foi suave.
- Diga que me quer. - Pediu, entre os meus lábios.
- Me solta. - Eu precisava de um tempo.
- Você não quer isso. 
Desceu os lábios até meu pescoço e beijou-o.
Não resisti e minha boca lidou com a dele com mais ansiedade. Ele me beijou intensamente e ardentemente. Eu fui para o lado e o levei junto. Agora que tinha começado, não tinha a intenção de parar. Comecei a desabotoar sua camisa e ele a jogou de lado. Colocou a mão em baixo da minha blusa e a tirou sem paciência. Enquanto ele dava chupões no meu pescoço, desabotoei sua calça e ele a tirou. Sua mãos desceram até minhas costas e ele abriu o fecho do sutiã. Ele chupou um e massageou o outro com a mão. Foi distribuindo beijos na minha barriga até chegar a barrinha do short. E o tirou sem nenhuma delicadeza. Joguei ele para o lado e fiquei por cima. Beijei-o selvagemente. Mordi seu lábio inferior e desci pelo seu pescoço. Distribui beijos pelo peitoral até chegar a barrinha da cueca. Tirei-a e ele me puxou. Passou a mão pelas minhas pernas, causando-me um arrepio, e pelos glúteos até colocar o dedo por debaixo do tecido da calcinha. Ele a deslizou pelas minhas pernas sem paciência, como se não pudesse suportar o tecido entre nós. Sentou-se e puxou minha cintura para mais perto. Beijou meu seio e seus lábios subiram até meu ouvido, fazendo-me ouvir sua respiração irregular. Passou seu membro pela minha intimidade, roçando-o. Provocando-me. Não estava mais suportando. Ele estava me deixando louca.
- Harry, por favor... - Gemi no ouvido dele.
- Diga o que você quer. - E deslizou o dedo pelas minhas costas.
- Quero você.
Seu corpo ficou tenso e ele penetrou. Mordi o lábio com o ardor maravilhoso que causou.
Ele apertou minha bunda com as duas mãos, fazendo-me subir e descer. Agarrei os cabelos dele, sentindo-os deslizar entre meus dedos. Assim que relaxei, o movimento do corpo dele de encontro ao meu ficou ritmado. Eu o empurrei, fazendo-o cair de costas na cama. Acelerei os movimentos, e ele gemeu quando a sensação ficou forte demais. Uma fina camada de suor se formara em seu peito. Ele me segurou pelas chochas e nos girou, ficando por cima. Segurou meus braços acima da cabeça e apertou minha cintura. Ele estremeceu quando penetrou novamente. Seus movimentos ganharam força e rapidez. Arqueei as costas quando seus lábios traçaram o caminho do meu maxilar até o pescoço. Ele pressionou o rosto no meu e deu mais uma investida. Soltou meus braços e me girou pela cintura, fazendo-me ficar de costas para ele. Pegou meu joelho e o levantou até a altura dos quadris. Ficou entre minhas pernas e senti o peso de seu corpo sobre o meu. Ele deslizou a mão da minha cintura até os seios. Penetra outra vez, e tive que segurar o lençol, com a maravilhosa sensação. Ele acelerou. Gemo e ele investe com mais força e velocidade. Gemo seu nome e seus movimentos se tornam mais rígidos. Os ruídos vindos de sua garganta ficaram mais alto e ele dá a última investida, gemendo e estremecendo. Caiu para o lado e seus braços me envolveram, enquanto tentamos relaxar e controlar a respiração.

Assim que acordei, vi que ele ainda estava ao meu lado, observando-me com ternura. Virei-me para ele e comecei a traçar a linha de seu braço até clavícula. Ele sela meus lábios com ternura.
- Nunca parei de te amar. Nem um minuto, nem um segundo. - Admiti.
- Eu sempre serei seu. 
Ele ficou me fitando, com um ar pensativo.
- Me diga o que está pensado. - Pedi.
- Que quero te observar dormir e acordar. Quero ser o primeiro rosto que verás quando acordar, e seu último pensamento ao dormir. 
Meu coração se acelerou com a declaração. Subi um pouco mais e o beijei, transmitindo todo meu amor a ele. Ele desliza o dedo pelas minhas costas. Mordisca minha orelha.
Depois de um tempo, ele sai para falar com o rei, que acabara de chegar ao castelo.
Tomei um banho e vesti roupas quentes. Aproveitei que estava sem nada para fazer para dar um passeio no castelo. Calcei as botas e saí do quarto. Fechei a porta e senti braços envolvendo minha cintura. Eu sabia quem era. Quem me trazia aquele conforto e sensação acolhedora. Harry.
- Não quer ficar mais um pouquinho na cama ? - Perguntou ao meu ouvido.
- Adoraria, mas não sou de ferro.
Me virei sorrindo para ele.
- Como foi ? - Perguntei.
- Não vou esconder nada de você. Não vão nada bem.
Ele abriu a porta do quarto e me levou até a cama.
- Me conta. - Pedi.
- Matthew tem a fama de ser implacável. Não perdoa os fracos. Quem quebra suas regras é punido. E eu quebrei. 
- O que você quer dizer ? - Meu coração acelerou, e senti minhas mãos começarem a suar.
- Ele vai querer vingança. E não vai ser pouca coisa.
- Que tipo de vingança ?
- Ele quer uma guerra.
- Como assim uma guerra ? - Perguntei, elevando o tom de voz.
- Nós contra ele. Todos nossos aliados contra os dele.
- O que vamos fazer ?
Ele me olhou profundamente.
- Tenho que te transformar.
- Me transformar... - Repeti, meio zonza.
Ele pegou minhas mãos.
- Não posso ariscar te perder. Se você for humana vai estar em desvantagem e Matthew com certeza virá atrás de você para se vingar. E no meio de uma guerra não vou conseguir te proteger a todo segundo. Mas tentarei ao máximo.
- Você estava pensando em quando ?
- Hoje. Agora.

3 comentários :

Manu Ribello disse... Responder

Glória!!! Amem vc postou. Capítulo muito mara, continua logo pfv não demora o/
Obrigada, de nada. Amo vc <3

Joyce Rayane Dos Santos Silva disse... Responder

Ai que perfeito Continuaaaaaaa ♥ ♥

Bibi Abdalla disse... Responder

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa MEU DEUSS DO CEUU CONTINUAAAAAA O MAIS BREVE POSSIVEL PLEASEEEEEEEEEEE! JESUS APAGA A LUZ TA DE MAISSSS

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