Fates Entwined | 5º Capítulo: Me and he.




Robertha
SÉCULO XIX
Hours after





Harry e eu saímos da festa, sem despedirmos-nos de ninguém. No tempo em que ficamos lá, fui tratada tão bem, que não queria mais sair de perto dele. Nos beijamos graciosamente, ele era incrível comigo. Isso me causava diferentes sensações.

Entramos na carruagem, e começamos a rir sem motivo. Havíamos exagerado na bebida, eu podia ver estrelas dançando. Enfim, paramos em frente a minha casa. Descemos da carruagem com certa dificuldade, minhas pernas estavam bambas. Não conseguia dar um passo sem tropeçar, e fazer ele rir.

Abri a porta com dificuldade. Retirei meus sapatos e os joguei para longe, depois desfiz meu penteado. Flores decoraram o chão. Harry retirou a parte de cima do terno, ficando apenas com uma camisa branca. Não tive como não analisa-lo, seus cabelos estavam levemente bagunçados. E seus lábios vermelhos, de tanto mordisca-los. Ele estava atraente. E eu não conseguia deixar de pensar besteiras, nunca mais vou beber na vida.

—Por que você 'ta me olhando assim?— ele perguntou.
— ‘‘ Assim ’’ como?
— Com desejo. — disse. — Você me quer? — sorriu perverso.
— Agora.


E depois, não ouvi e disse mais nada. Foram apenas beijos, abraços, caricias, peles expostas, suspiros, gemidos... Coisas que eu não conseguiria explicar.

Tudo acontecendo naquele sofá, não me importei com absolutamente nada. Apenas eu e ele, e mais ninguém. E nada mais. 


(...)

Acordei extremamente cansada. Meus ombros e pernas doíam, e sentia uma leve dor de cabeça. Levantei de onde estava, minha cama. Meu corpo era coberto por lençóis brancos, dos seios aos tornozelos. Caminhei até o banheiro, e me observei. Tinha um pequeno hematoma em minha coxa, minha intimidade pulsava. Fiz minha higiene pessoal e sai de lá. Pus um vestido verde, com estampas florais, e calcei minhas sandálias. Amarrei meus cachos em uma pulseirinha de elástico e passei um pó em meu rosto, tentando diminuir as olheiras.

Eu estava diferente, sentia faíscas em meu corpo. Aquilo não era paixão, definitivamente, era atração. Uma forte atração minha por ele. Mas, eu não queria que aquilo acabasse, tudo estava tão bom. E eu só queria que ele sentisse o mesmo. E me dissesse. 

Desci apressadamente as escadas. Meu sofá estava revirado, os estofado estava rasgado. Preciso cortar as unhas. ‘‘ Não foram as suas unhas que fizeram isso ’’.  Corri até a cozinha após ouvir um barulho vindo de lá, me deparei com um Harry apenas de calça, tentando acender meu fogão.

—Quer ajuda? —perguntei, me escorando na pia.
—Com certeza. —sorriu.

Andei até o armário velho, de lá peguei alguns fósforos. Acendi um com a madeira do armário e liguei o fogão. 

—É tão simples fazer isso, Harry. —disse rindo.
—Eu não sabia onde você guardava os fósforos. 
—E por que não me acordou?
—Não quis atrapalhar o seu sono.

Sorri. Sempre gostei de sorrir, desde pequena, para tudo e a todos. Mas, agora com Harry ao meu lado, isso virou parte da minha rotina. Ele era tão fofo comigo, papai foi o último homem que me tratou assim. Sentia saudades daquela época, eu não tinha problemas e era amada. Um dia, acredito eu que ainda vou ter aquela vida de volta. Mas para isso eu preciso encontrar alguém que me ame na mesma intensidade que meu pai amava minha mãe. E Harry não era esse alguém, sei disso só pelo jeito que ele olha pra mim. Papai olhava minha mãe com amor, já Harry me olha com carinho, como qualquer amigo olha. E eu apenas retribuo. 


—Dormiu bem? —Harry perguntou.
—Sim. —suspirei. — Você que me pôs na cama?
—Sim. — disse. — Seu sofá é duro.
—Onde você dormiu? 
—No chão do seu quarto. 

Mas, eu não podia negar, Harry é um fofo. Eu tinha vontade de apertar suas bochechas e abraça-lo até não poder mais. Qualquer garota que o tivesse, teria sorte. Ele deve ser aquele tipo de namorado que leva café na cama todo dia, que cuida, protege. E tem ciumes. Deve ser incrível. Eu queria ter o poder de entrar na sua mente. 

—As panquecas estão prontas. —ele avisou.

O cheiro estava bom. Harry colocou-as na mesa juntamente com uma jarra de suco e outra de leite, pra quê tanto capricho? ‘‘Você é especial’’. Sentei-me ao seu lado e comecei a comer, tudo estava delicioso.  

—Você gostou? —Harry perguntou,  franzi o sobrolho.
—Do que? — Deve ser sobre o café da manhã.
—Da noite anterior. — engoli em seco. — Foi ruim demais?
—Foi a melhor noite da minha vida. 

E, realmente, foi. Não estava mentindo. Só de lembrar de nossos corpos juntos, já sentia calafrios. Tudo foi tão mágico. Inesquecível. 

—Podemos repeti-lá quando você quiser.
—Vai com calma, Harry. — eu disse. —Somos só amigos.
—Você é, eu não. 
—Quer ir mais longe? —perguntei, levando um pedaço da panqueca até a boca.
—Talvez. Tudo depende de você.

Aquilo era um pedido de namoro? Ele gostava de mim? Impossível. Mas, resolvi não questionar. Aquilo poderia ser um pedido de namoro, talvez ele gostasse de mim. O destino dá reviravoltas, eu tinha que tentar. 


—Se eu disser que sim, o que acontece?
—Namoramos. 
—Nos conhecemos há uma semana.
—Você tem que aproveitar enquanto ainda é viva.

‘‘E se não der certo?’’ ‘‘ Fingimos que isso não aconteceu’’. ‘‘Não é tão fácil quanto parece, Harry’’. ‘‘Sim, é. Acredite’’.


Harry

Eu havia feito aquele pedido só pela atração que sentia por ela. Era forte demais, eu precisava ir mais longe. Por mais que não existisse amor, eu queria tentar. Poderia dar certo, poderia dar errado. Mas eu só queria tentar, só queria descobrir como é estar com alguém pela atração. Eu não a machucaria, ela também não me ama. Mas, ninguém jamais cuidará dela como eu cuidarei. Tenho certeza disso, eu sou o primeiro e último homem que ela vai ter. 


—Então, aceita Robertha?—retornei a perguntar.
—Adoraria tentar. 

Ela sorriu. E em segundos, nossos lábios já colaram-se. O desejo sempre falava muito mais alto que a razão. Nossas línguas se chocaram, e ela estremeceu. Ela ficava nervosa ao meu lado, eu gostava disso. Gostava de causar essas sensações nela. Suas unhas fincaram no meu pescoço, eu já tinha arranhões nas costas. A noite anterior, realmente, foi uma das melhores que já tive. Ela era ótima. 

Separamos o beijo, ofegantes. Colei nossas testas, percebi que ela gostou quando fiz isso da última vez. Gostava de vê-la sorrir, isso deixava-a cada vez mais bonita. Uma mecha de seu cabelo escapou do elástico, delicadamente, coloquei esta atrás de sua orelha.

—Você é somente minha. — ‘‘Até o último dia de sua vida’’. 
—Viva o hoje. Amanhã, você pode mudar de opinião.

Assenti mentalmente, eu estava me precipitando? Eu ficaria com ela ''para sempre''? E se me cansasse dela daqui a meia hora? Tantas dúvidas, nenhuma resposta. ‘‘ Tente, Harry! ’’ Talvez, eu possa ser o motivo pelo qual ela gostasse de viver. Talvez não. Mas, eu só saberia isso, se tentasse. Tenho de arriscar. Sempre deu certo, eu não me decepcionaria agora. 

—Eu nunca falarei que te amo. —ela disse.
—Por quê?
—Porque eu não quero acreditar em algo que pode me machucar depois.
—Eu não vou te machucar. —falei.— Eu vou ser aquele que vai te fazer querer viver todos os dias. 
—Não confie no seu próprio ego, ele pode te enganar.
—Cale a boca e viva, Robertha. 






Olá, directioners!
Eu amei o capítulo, awn ♥ Pode estar clichê, mas eu gostei :33. ‘‘Mas Caah, eles transaram muito cedo.’’  Eu sei, mas eu tenho que adiantar os capítulos pra chegar no ponto crucial e principal da fanfic. ‘‘Mas Caah, por que você não detalhou o hot?’’ Não detalhar dá uma magia a mais pro capítulo ^-^. ‘‘Mas Caah, por que eles já tão namorando? ’’ Porque sim, mofas heuhe.

Bj da Caah ♥

















2 comentários :

☆ Becca ☆ disse... Responder

Eu queria saber se você poderia divulgar meu blog na sua próxima postagem, eu criei ele a pouco tempo, pode fazer esse favor? Obrigado! http://imagines-4-directioners.blogspot.com.br

Jeh Tomlinson disse... Responder

Legal soh achei q as coisas aconteceram meio rapido, mas gostei. Posta logo!

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