Truly, Madly, Deeply Capitulo 63 - Até mais, Jessie

 
Angel P.O.V’s
Acordei com um barulho, alguém estava batendo desesperadamente na porta. Minha cabeça doia e minha vista estava turva, levantei a cabeça com dificuldade, a luz que vinha da janela era fraca, ou era muito cedo ou muito tarde. Eu estava no meu quarto, notei que havia alguém sentado na poltrona a minha frente, assim que minha visão ficou nítida, eu percebi quem estava sentado, Niall. Eu iria gritar, mas lembrei que ainda estavam batendo da porta do meu quarto. Eu estava com sono, queria dormir pelo resto de minha vida, levantei e fui até Niall, eu ainda não sabia o que o que ele estava fazendo ali.
Eu: Niall – cutuquei seu braço
Niall nem se movia, eu estava de pijama, o que aconteceu? Suspirei e fui até a porta, com os olhos semi-abertos, abri a porta e vi a minha mãe furiosa.
Eu: Mãe, o que aconteceu? – disse com uma voz embriagada
Mãe: Como assim o que aconteceu? Você esta trancada neste quando desde... – ela interrompeu a si mesma assim que viu Niall dormindo na poltrona – Quem é esse garoto? – pelo visto ela também não sabe o que aconteceu.
Eu: É o Niall – dei espaço para ela passar
Mãe: O que ele esta fazendo aqui? – andou até Niall
Eu: Eu esperava que você pudesse me responder isso – a segui
Mãe: Ele é aquele garoto? – apontou para Niall
Eu: N-não – menti
Mãe: Ei, ei! – cutucou e balançou o braço de Niall
Niall mumurrou e virou pro outro lado, eu dei um empurrão em seu peito e ele acordou, assustado.
Eu: O que você faz aqui? – disse alto
Niall: Bom dia Angel – seus olhos estavam entre-abertos e em sua boca, um sorriso cínico
Eu: O que você esta fazendo aqui? – perguntei pausadamente.
Niall ia abrir a boca para falar, quando notou a minha mãe do meu lado.
Niall: Eu acabei dormindo aqui quando te trouxe pra casa – gaguejou olhando para a minha mãe
Mãe: Te trouxe pra casa? – cruzou os braços e me encarou
Eu: Me trouxe pra casa? – arqueei a sobrancelha
Niall: Eh, você estava bêbada – disse sem graça
Eu: Isso explica a dor de cabeça... – sussurrei
Mãe: Você estava bêbada? Como assim, alguém pode me explicar isso direito?
Niall: Ela foi em uma festa com a Jessie, lá ela começou a beber e...
Eu: Jessie! Cadê ela? – perguntei assustada
Mãe: O vôo da Jessie! Eu vou... Eu vou me arrumar, vou chamar seu pai… Angel, faça o mesmo, eu já volto – disse e saiu correndo
Niall riu e eu o encarei.
Eu: O que aconteceu comigo? – cruzei os braços
Niall: Você ficou bêbada e eu te trouxe pra casa
Eu: Pelo amor de Deus diga que foi a minha mãe quem trocou a minha roupa – frazi o cenho
Niall: Er... Não – coçou a cabeça
Eu: Como você pode fazer isso? – bati em seu ombro e ele levantou-se da poltrona
Niall: Pelo menos eu me importei com você, você deveria me agradecer por ter lhe trago, por aquecer você... – passou a mão na região onde eu bati
Eu: Obrigado – revirei os olhos
Niall: Você estava morrendo de frio – sorriu, como se isso tivesse graça
Eu: Por que você esta rindo?
Niall: Lembrei-me de algumas coisas que você falou – gargalhou
Eu: Ai meu Deus – sussurrei – eu falei besteira? – mordi o lábio inferior
Niall: Um montede besteiras – sorriu
Eu: Niall, você não pode rir das desgraças dos outros! – bati em seu ombro, de novo.
Niall: Vocês amam o meu ombro não é? – passou a mão no local, de novo
Eu: O que eu falei pra você? – sentei na ponta da cama
Niall: Você ficou perguntando se eu sabia o nome da Jessie e do Zayn, sendo que você já estava falando o nome deles
Eu: Só isso? – arqueei a sobrancelha
Niall: Você perguntou se eu era um anjo, – olhou pro nada – disse que a cidade pra onde Jessie irá se mudar era debaixo do mar, a casa da Ariel – sorri – disse que o Zayn brigou com você por que...
Eu: Por que eu não conseguia me esquecer de você – completei olhando para minhas mãos entrelaçadas sobre as minhas pernas
Niall: E você me perdoou – disse em um sussurro, baixo e calmo, ergui o olhar para Niall que já estava sentado na ponta da poltrona. Ele estava lindo, como todas as vezes, seus olhos continuavam brilhantes, seus cabelos loiros bagunçandos e em seus lábios o mesmo tom rosa. Por que as coisas não poderiam ser fáceis? Eu queria tanto beija-lo e abraçar-lo novamente.
Eu: Niall, por que você fez isso comigo? – perguntei ainda encarando-o
Niall: Por que eu sou um idiota – sussurrou – Eu fiz a garota que eu mais quero feliz, ficar triste e com raiva. É isso que os demônios fazem – o encarei confusa – destroem anjos como você – aproximou-se.
Meu coração estava acelerado, assim com a minha respiração. O que Niall estava tentando me dizer? Eu estava com muita dor de cabeça e ele ainda me vem com isso.
Eu: Niall, obrigado por tudo, mas você pode me deixar em paz? – pus a mão em seu peito, afastando-o
Niall: Não – fixou os olhos em meus lábios
Eu: Por favor, eu estou morrendo de sono, nem sei que ho... – fui interrompida por um beijo, um beijo incrível e gostoso.
Era o beijo de Niall, há quanto tempo não sentia estes lábios sobre os meus? Se isto era errado, eu não sei mais, sei apenas que é bom, é maravilhoso.
Eu: Niall – disse tentando empurra-lo, mas logo cedi aos seus encantos, puxando seu corpo para perto do meu. Não Angel! – Niall, para! – o empurrei
Niall bufou e jogou-se para trás, encostando-se na poltrona.
Niall: Que legal – passou a mão na testa
Eu: Acho melhor você ir embora, tenho que me arrumar
Niall: Eu vou com você – aproximou-se
Eu: Não acho boa a idéia de irmos juntos, principalmente com a Jessie e meus pais lá – afastei nossos rostos
Niall: Você tem vergonha de mim? – aproximou-se de novo
Eu: Que coisa idiota Niall – levantei da cama
Niall: Por que não quer ir comigo?
Eu: Você sabe muito bem o por que
Fechei os olhos e assim que os abri fui direto até a porta.
Niall: Fica aqui comigo – puxou a minha mão
Eu: Se quisesse que eu ficasse com você não teria feito tudo aquilo – puxei minha mão de volta e continuei andando – Por favor Niall – dei espaço para Niall passar
Niall: Você fica linda de pijama – deu-me um beijo na bochecha e saiu, uma queimação invadiu meu rosto, não sei se era raiva ou vergonha.
Eu queria que ele ficasse, mas eu tinha tanto receio de chamá-lo e beijá-lo o quanto conseguir, isso pode ser chamado de orgulho, na verdade não, eu só queria me afastar dele e esquecê-lo para não ficar debatendo sobre isso comigo mesma. Ouvi a porta principal bater e com isso fechei a porta do meu quarto também, encostei nela e fechei os olhos respirando pesadamente. Duas batidas me fizeram voltar ao mundo real que tanto odiava.
— Angel, vamos – era a minha mãe, eu ainda não havia escolhido uma roupa ou pelo menos tomado banho, abri a porta e fui direto para o banheiro.

Tomei um banho quente rápido, a água escorria pelo meu corpo livrando-me de tudo o que acabara de acontecer. Depois do banho fui para o meu quarto e vesti uma roupa que encontrei em meu closet
: um agasalho, uma calça, uma touca, um casaco e um tênis. Assim que terminei de vesti-me desci e fui de encontro a minha mãe e meu pai que estava bufando de raiva e com os braços cruzados.
Pai: Senhorita Gray, o que aquele garoto de cabelos loiros estava fazendo no seu quarto?
Eu: Er...
Mãe: Ela foi para uma festa com a Jessie e acabou ficando bêbada demais...
Eu: Isto é constrangedor – coçei o nariz
Pai: E eu que pensava que você era a única sóbria – sorriu
Eu: Eu ainda sou – abri a porta
Mãe: Concerteza é mais sóbria que seu pai – gargalhou
Saímos em direção ao carro estava em frente à nossa casa, meu pai apertou o chaveiro e as pertas do carro foram destrancadas automáticamente. Entramos no carro, as malas de Jessie estavam no porta-malas, minha mãe sentou no banco do passageiro e eu, no banco de trás.
Eu: Podemos comer alguma coisa? Eu estou morrendo de fome – afundei no banco
Pai: Claro querida estamos na hora, será que há algum lugar aberto a está hora? – encarou seu relógio de pulso
Mãe: A Jessie está na casa de uma garota desconhecida, esta prestes a se mudar e vocês querem comer a está hora?
Eu: Mais é claro, não como desde...Sei lá!
Mãe: Assim que acharmos a Jessie iremos a uma lanchonete
Eu: Okay – bufei.
Pai: Você sabe onde ela esta?
Eu: Na casa da Lily
Pai: Lily...– disse em um murmurro
Mãe: Liga pra ela e diz pra nos esperar-nos em frente à casa da Lily – entregou-me o celular
Peguei o celular, que já estava chamando, coloquei entre meu ombro e meu ouvido e esperei Jessie atender:
– Mãe?! – ela estava desesperada
Eu: É a Angel
– Onde você está? Filha da mãe eu te procurei a noite e o dia inteiro...
Eu: O Niall me levou pra casa – disse entre-dentes
– O Niall?
Eu: Não aconteceu nada – revirei os olhos e minha mãe me encarou – Nós estamos indo buscar você, espere em frente à casa de Lily
– Ah, okay, Zayn e a Grace vão conosco – afirmou
Eu: Espero que caiba quatro pessoas no banco de trás
– Eu sento no colo do Zayn – gritou, espero que ninguém tivesse ouvido aquilo
Eu: Tudo bem
– Estou esperando vocês
Eu: Estamos indo, tchau
– Tchau.
Desliguei o celular e entreguei-o para mamãe.
O dia estava frio, estava cedo, eu estava com sono, fome e com dor de cabeça, eu queria dormir, mas não podia fazer isso com Jessie. Meu pai ligou o rádio e só assim pude saber que horas eram.
Eu: Seis e dez?! – disse assustada – Eu não acredito – deitei a cabeça no banco e encarei o teto do carro.
Depois de mais ou menos duas horas, havíamos chegado à casa de Lily. Jessie estava parada com a mesma roupa de ontem, com ela estavam: Zayn e Grace, eles estavam sóbrios. Grace fez parada para o carro como se fosse um táxi.
Pai: Pra onde querem ir? – abriu a janela do carro
Jessie revirou os olhos e abriu a porta do carro, Grace entrou e sentou ao meu lado, depois Jessie, Zayn encarou-nos com um biquinho, revirei os olhos e sentei no chão do carro, Grace chegou pro lado assim como Jessie, contudo Zayn sentou-se e eu, fiquei no chão.
O aeroporto era perto da casa de Lily, quase quatro quadras depois. Foi bem rápido, rápido demais.
Pai: Zayn – chamou com uma voz grossa – Me ajude com as malas – Zayn assentiu e ajudou meu pai.
Jessie: Eu embarco em menos de quarenta minutos
Eu: Chegamos na hora
Todos estávamos conversando harmonicamente quando o Tyler – vulgo meu pai, e Zayn adentraram na sala de embarque, cheios de malas.
Pai: Jessie, eu pensei que iria comprar o resto de suas roupas lá – disse ofegante
Jessie: E vou
Zayn: Então pra que tudo isso? Parece que vai ficar lá para todo o sempre
Jessie: Não exagerem – pegou algumas malas
Pai: Quantos minutos para o embarque?
Jessie: Trinta. Eu não quero ir – choramingou nos ombros de Zayn
Zayn: Eu não quero que você vá – a abraçou de lado, confortando-a em seus braços
Eu: Nem eu – disse baixo
Grace: Muito menos eu
Jessie: Vão me fazer chorar – abaixou a cabeça
Mãe: Ah filha, eu nem acredito que você vai pra faculdade – apertou as mãos de Jessie
Pai: Comporte-se – apertou o ombro de minha mãe
Eu: Nós amamos você – sorri
Jessie: Não façam isso – segurou as lágrimas e nos abraçou, Grace juntou-se ao abraço, assim como Zayn.
Zayn: Promete que vai ligar quando chegar lá
Jessie: Claro que vou coração de pedra – bateu no ombro de Zayn e em seguida eles se abraçaram – Eu te amo – a ouvi sussurrar, eu achava o amor de Zayn e Jessie tão fofo e engraçado, eles eram praticamente iguais, um par perfeito.
Zayn: Eu te amo mais – apertou em seus braços.
— Chamada para o vôo 157 com destino a Nova York.
Nos desabraçamos.
Mãe: Está com as passagens?
Jessie: Estou – disse cabisbaixa
Jessie teria que parar em Nova Iorque, pois o vôo não era direto, isso dava o direito de visitar a Big Apple.
Eu: Até mais, maninha – Jessie sorriu
Jessie: Até – pegou uma mala
Zayn: Adeus Jessie – sua voz era firme ainda que seus olhos estivessem cheios d'água
Jessie: Não é um adeus amor – deu seu ultimo beijo em Zayn, parecia que eles estavam sozinhos naquela sala, mas não estavam.
Pai: Jessie – pigerreou
Jessie: Pai – o abraçou – Vou sentir falta de vocês – abraçou minha mãe
Mãe: Tenha cuidado – beijou a testa de Jessie.
Nunca pensei que ver Jessie partindo seria tão triste, eu estava feliz por ela, mas eu nunca desejaria ficar longe dela por mais de dois anos. Ela acenou e todos nos acenamos ao mesmo tempo. Jessie entregou a passagem para a moça e deu uma ultima olhada antes de passar pelo portão de embarque. Olhei para o rosto de Zayn, era possível ver as gotas d'água formadas nos cantos dos olhos de Zayn, eu apertei o seu ombro e disse:
Eu: Vai ficar tudo bem – sorri
Zayn apertou a minha mão e sorriu.
Algumas lágrimas escaparam de meus olhos, mas rapidamente as limpei.
Grace: Vamos... Vamos sair daqui – pediu
Estávamos todos chorando, sem exceções. Saímos de lá em direção à lanchonete que minha mãe prometera. Todos estavam tristes, minha fome havia passado, garanti que a de todos também. Assim que terminamos de comer, todos foram para suas casas, até sobrar somente eu, minha mãe e o meu pai, em uma casa escura e sem alegria, deveríamos nos acostumar com isso, pois seria assim pelos próximos dois anos.

Um comentário :

Joyce Rayane Dos Santos Silva disse... Responder

Oie ta perfeita continua ♥♥♥

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