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O Juramento, A Historia.


Londres,  Inglaterra
Dois meses atrás.


O Juramento - Capítulo Final

Despertei.


Estava no quarto. Me trouxeram para cá. Varri o cômodo com os olhos, procurando alguém. Estava sozinha. Mas agora percebia qualquer detalhe. Desde a migalha entre os pelos do tapete, o floco de neve que pairava do lado de fora da janela, o pingo de aguá que escorria da taça, até uma palavra do livro sobre a escrivaninha. Tudo tinha se ampliado. Conseguia ouvir vozes que estavam a metros de distância. Sentei na cama. Nada de dor. Estava bem. Muito bem. Me sentia forte e revigorada. Passei a língua nos lábios, estavam secos. Tinha uma garrafa com aguá na escrivaninha. Fui até lá e peguei a taça, que se estourou quando a envolvi com a mão. Tinha que aprender a controlar minha força. Não era mais a menina vazia e insegura. Agora, me sentia poderosa e confiante. Nada me atingiria. 

O Juramento - Capítulo Trinta

" - Hoje. Agora. "


 Tudo fazia sentido agora. Chelsea sendo vampira: Um dia no refeitório da escola, quando ela estava abatida e deu uma saída misteriosa. Quando voltou estava renovada e energizada. Seu relacionamento com Jake.  Ela gostava dele de verdade. Quando saía de casa sem avisar, ia se alimentar. Fiquei um pouco chateada por ela não ter me contado. Mas sentia que quando fosse a hora certa me contaria. Tiraram essa chance dela. Sobre Tracy: Fiquei feliz e aliviada por nunca ter sido real o relacionamento dela com Harry. Era somente uma subordinada de Matthew. Fazia tudo o que ele pede. Ele queria que ela ficasse de olho e Harry e lá estava ela, fazendo seu trabalho. Isso explicara o motivo dela estar na festa, o dia que a segui para a cabana e dei de cara com Daniel. Sobre Harry: Agora tudo estava explicado. Toda a dor diminuíra com a verdade. Um alívio crescendo no meu peito. Eu acreditava nele. Tentei ficar com um pouco de raiva por não ter me contado. Ter me deixando no escuro. Mas ele fizera tudo o que fez para me proteger. Concordara com ele. Se fosse eu, também colocaria proteção á frente da verdade. Entendo o motivo de ter agido como um idiota. Tentou me afastar para as coias ficarem mais fáceis. Mas eu sentia o desejo entre nós, quando ele se aproximava e me provocava. Até para mim fora difícil resistir, mesmo tendo tentado odiá-lo. O que eu nunca consegui. Nunca parei de amá-lo. E agora, esse sentimento se tornara algo muito maior. O amor por ele me preenchia. 

O Juramento - Capítulo Vinte e Nove



" Pouco tempo depois, estávamos em frente ao castelo dos Petrova. "


 Nos acomodaram nos quartos. Foi o tempo de acender a lareira e tirar as roupas pesadas e sujas de neve, para baterem na porta e servirem o jantar. Me acolhi perto da lareira, aquecendo-me. Harry entrou no quarto e fechou a porta atrás de si.
- Podemos conversar ? - Perguntou, encostado na porta. Não consegui ler nada em sua expressão.
- Claro.
Ele se sentou na cama e peguei uma cadeira e sentei de frente para ele.
- Acho que antes de tomar qualquer decisão sobre mim, você deveria saber de toda a verdade.
Eu não aguentei, tinha muitas perguntas e era hora de obter respostas.
- Você me abandonou, por quê ? - Era a que mais doía e a que mais ficava voltando em minha mente.

O Juramento - Capítulo Vinte e Oito

" Ele puxou o lençol ,enquanto caiu para o meu lado, e nos cobre, fazendo-me deitar em seu peito. "



 Acordei com a luz que vinha da janela. Olhei para Harry, que ainda estava dormindo. Seus braços não me soltaram a noite inteira. Estava feliz. E Chelsea e Margareth gostariam de me ver feliz. Estar nos braços de Harry era a única coisa que parecia certa no meio de várias erradas. No começo sabia que ele seria um problema. Bem, ele é o problema e a própria solução. Só conseguia me sentir bem com ele. Fiquei mexendo em seus cachos e observando-o dormir. Ainda de olhos fechados, ele sorriu.

O Juramento - Capítulo Vinte e Sete

" Matthew deu um passo à frente e tirou o capuz da primeira pessoa. Margareth. "



Meu coração se apertou e meus olhos marejaram com o que pensava que vinha em seguida. Tentei ir na direção dela, mas os guardas que estavam ao meu lado seguraram meus braços e forçaram minhas costas para baixo, fazendo-me ajoelhar. Matthew se aproximou, ficando de frente para Margareth. Ela estava confusa e assustada, não sabendo para quem olhar. Quando Matthew se aproximou dela, alguém atravessou a multidão. Quando chegou ao lado dele, a reconheci: Tracy. O que ela estaria fazendo lá ? No meio de toda a confusão ?

O Juramento - Capítulo Vinte e Seis

 " Por fim, as lágrimas cessaram e o sono me acalmou. "


A janela se abriu com a força do vento, trazendo uma brisa gelada, fazendo-me acordar. Não queria ter acordado. Se fosse acordar, queria que tudo não tivesse passado de um pesadelo, assim não precisaria ter que enfrentar o desprezo e a dor. Mas precisava enfrentar tudo. Me virei para fechar a janela, e senti um corpo contra o meu. 
- Bu ! - Disse Alec, sorrindo para mim.
Levei um susto e me cobri melhor com as cobertas.
- Você não sabe bater ? - Esbravejei.
- Tenho boas notícias, que vão te animar. - E apontou para o meu rosto e a fronha do travesseiro molhada pelas lágrimas.
- Bem, eu não gostei muito das suas últimas " boas notícias ". Foram elas que me deixaram assim.
- Vai se trocar e depois eu te conto. Você está horrível.
- Nossa !  Obrigada. - Disse irônica.
Levantei e fui até o banheiro. Tranquei a porta e encarei o meu reflexo no espelho. Realmente, estava horrível: cabelos amassados e bagunçados, olheiras evidentes, olhos inchados e nariz vermelho. Eles me deixaram assim. Mas não vão mais fazer isso. 
Lembrei do sonho na noite passada, com Harry. Para me ajudar, estava começando a ter fantasias. Pensei que quando fosse ver Harry, não sentiria o coração apertado. Estava enganada. A ferida ainda estava aberta e doía. Gostaria de ser feita de gelo, assim não sentiria mais nada. Ninguém me atingiria. Pois de gelo serei feita. Sem emoções e dor.


O Juramento - Capítulo Vinte e Cinco

" em alguns segundos estávamos na porta da frente, saindo para á noite. "


Estou na mansão de Matthew faz uma semana. Foram três vampiros no meu quarto e me sequestraram. Acordei já na casa. Sem orientação nenhuma. Não tenho permissão para sair do quarto. Uma vez que tentei, me deparei com vampiros não muito amigáveis. Não tem como sair. As janelas são muito altas para pular, e sempre tem alguém me observando. 
Me restou ficar aqui. Meu quarto era frio. Eu estava fria. Nem mesmo a lareira aquecia-me. As paredes são cor de chumbo e com decorações de espadas medievais; o chão é todo coberto por um tapete de pelos vermelho, combinando com a cama de casal coberta por um edredom vermelho; o lustre parecia feito de pingentes de gelo. O que me encantava no quarto era a vista da janela. Muitas noites, quando não conseguia dormir, me enrolava no cobertor e sentava à beira da janela. A vista era linda: onde a luz do sol se dissolvia na escuridão. Fora dos muros da mansão, havia uma floresta cheia pinheiros cobertos de neve; o jardim estava quase todo coberto pela neve que já estava derretendo; as águas das fontes e chafarizes estavam congeladas; árvores estavam secas e sem folhas, com os galhos congelados; e embaixo delas os bancos estavam frios e vazios. Quando me concentrava mais, podia ver formas negras e sombras perambulando na escuridão na noite. Era difícil passar alguém diferente no jardim. Sempre as mesmas pessoas: guardas, serviçais, as pessoas que cuidavam da mansão, e algumas pessoas que viviam lá.

O Juramento - Capítulo Vinte e Quatro

" Hesitei, mas acabei entrando. "


Mal passei a perna pela janela e alguém me puxou pela cintura, fazendo-me voltar. Me seguraram pela gola da blusa, prensando-me na parede.
- O que está fazendo aqui ? - Matthew perguntou. Pelo seu hálito, percebi que andou bebendo e não parecia muito feliz. Era como andava nos últimos tempos.
- Vim falar com você. - Respondi, esperando que minha voz soasse o mais inocente possível.
- Sabia que existe campainha ? - Ele perguntou, me levantando um pouco do chão.
- Eu toquei, mas você não atendeu. Então, resolvi entrar pela janela e te esperar. Pensei que fosse gostar da surpresa.
- Me diga a verdade. - Disse, em um tom mais firme. 

O Juramento - Capítulo Vinte e Três

" Ele estava cortando todo o tipo de contato comigo. "



Alguns dias depois.
Segunda-feira.



A semana foi difícil. Muito difícil. Acabei fazendo o resumo para a escola sozinha. Harry evitava o máximo falar ou até olhar para mim. Mas continuou em casa. Como se fosse um recado para sempre lembrar dele, e de tudo o que me fez. Tive de aturar Tracy fazendo visitas em casa. Ela simplesmente aparecia. Como se fosse a casa dela. A maioria das vezes vinha a noite. Para eu não conseguir dormir com suas risadas, conversas e outros barulhos. A notícia que os dois estavam juntos já se espalhara pela escola. Era sério. Topei várias vezes com ela saindo do banho enrolada na toalha e indo para o quarto dele. 

O Juramento - Capítulo Vinte e Dois

" - Precisamos conversar. -Ele disse. E pela sua expressão, tive certeza de que não iria gostar de ouvir. "



- Sobre o quê ? - Perguntei, com medo.
- Sobre nós. - Era o que temia.
Me aproximei e sentei ao seu lado. Fui me aninhar em seus braços, mas ele se afastou. Pegou a cadeira da penteadeira e a colocou de frente para mim, e se sentou. 
- Você está me assustando, fala logo. - Pedi.
Ele deu um sorriso triste, que me partiu.
- Se fosse fácil... Serena, nós não ... não... não podemos mais ficar juntos. Nunca mais.
Doeu. Doeu muito. Se ele tivesse enfiado uma faca em mim, doeria menos.
- Como .. assim ?

O Juramento - Capítulo Vinte e Um

" Me jogaram no banco e amarraram minhas pernas e mãos. "


 A van sacolejava no caminho. Por um tempo permanecemos na estrada, com ela em boas condições. Depois, fomos para uma estrada de terra, com o carro pulando e balançando na estrada irregular e com buracos. Percebi pelas vozes que no carro tinha o motorista - um homem - , uma mulher na parte da frente, pela voz mais abafada, e mais dois homens atrás, comigo. Eles riam e conversavam uns com os outros, como se não tivessem acabado de sequestrar alguém. Me perguntei quem seria, e por quê ? O único argumento que tinha: este era um sequestro " normal " , souberam do valor que tinha sendo princesa e só queriam um resgate. Então, estaria sendo executado por vampiros ou um mandante vampiro, para poderem saber do meu valor.

O Juramento - Capítulo Vinte

" e a enterrou na barriga de Harry. "



Ele caiu de joelhos, imóvel. Matthew só ficou olhando-o, com desprezo no olhar. Mas havia algo mais ... inveja. Corri até Harry, segurando-o pelo ombro. Paralisei ao ver a estaca enfincada na barriga dele, jorrando sangue. Olhei para Matthew, mas ele saiu correndo, virando um borrão. Levei Harry para dentro. Ele soltava gemidos de dor. Deitei-o no sofá. Ele segurou a estaca, e a tirou, jogando-a no chão.
- Posso fazer alguma coisa ? - Perguntei, tentando ser útil.
- Você poderia fazer muitas coisas. - E deu um sorriso brincalhão.

O Juramento - Capítulo Dezenove

"Agora, é só aguardar."


Assim que o filme acabou, Harry foi levar Tracy para casa e Matthew foi para a dele. Em algumas horas estariam de volta para o pesadelo começar. Se em uma festa que fui com Matthew aconteceu tudo aquilo, imagina uma com os três juntos. Subi para o meu quarto e tomei um banho. Estava saindo do banheiro quando ouvi Harry indo para o seu quarto. Fechei a porta para ter mais privacidade e fui até o closet. Examinei minhas opções. Nada de interessante. Então, primeiro arrumei o cabelo. Passei uns cremes de modelação de cachos e os amassei na mão. Passei perfume. Apliquei rímel nos cílios e um gloss avermelhado. Abri uma fresta da minha porta e chamei por Chelsea. Ela com certeza teria alguma roupa para me emprestar. Expliquei a situação e ela voltou com várias roupas nos braços. Entrou e fechou a porta.

O Juramento - Capítulo Dezoito

" Eu tentava manter na minha mente a imagem dos dois, mas agora, não conseguia mais." 


Tentei resistir ao máximo, mas não consegui. Ele sim, me deixava louca. Sempre sabia o que falar e como agir, para me deixar nesse estado.
Apenas me aproximei mais dele. Não conseguindo mais resistir. Ele segurou meu queixo e passou o braço pela minha cintura. Ficou me encarando, até fechar o olhos e nos entregarmos um ao outro. Roçou de leve os lábios nos meus. Me provocando. Não consegui conter um sorriso. Me beijou. Seus lábios frios, porém macios. E eu adorava aquele frio. Que só ele poderia me proporcionar. Sua língua pediu passagem, e eu cedi. No começo o beijo era suave e provocante, depois, foi ficando mais feroz e selvagem. Sua língua explorando minha boca. Meu corpo todo estava quente, e quando ele me tocava com as mãos frias, um arrepio me percorria inteira, como um choque. Um tipo de choque que queria ter muito mais vezes.

O Juramento - Capítulo Dezessete

" Fui sair do quarto, até que ouvi a porta do banheiro sendo aberta. "



Ainda estava andando quando seguraram meu braço. Me virei e Harry estava somente com uma calça e com a barriga ainda meio molhada, tinha uma toalha em volta do pescoço e os cachos estavam úmidos.
- O que veio fazer aqui ? - Ele tinha algo de diferente nos olhos... esperança.
- Só para avisar que cheguei e perguntar se quer comida.
- Eu comprei comida para você, está na geladeira... Como foi a festa ?
Pensei em contar tudo, mas no final ele colocaria a culpa em Matthew.
- Foi ótima, me diverti bastante. - E fui em direção a porta, mas ele acabou me pegando pelo braço de novo, e desta vez tive de apoiar a mão em sua barriga, para não cair.

O Juramento - Capítulo Dezesseis

"Sei de uma festa ótima."




- Obrigada por vir. - Disse. - Não aguentava mais ficar lá.
- Entendo. Estou ouvindo as risadas deles.
- Vamos embora.
Matthew acelerou e fomos embora.
Tinha de ser justo a Tracy ? Harry sabe que eu não gosto dela. Desde que cheguei na escola ela faz de tudo para me humilhar e me por para baixo. Com olhares frios e indiretas. Já tinha me envergonhado várias vezes, mas nunca dei atenção para o que ela fazia ou falava de mim. Ela nunca conseguiu me atingir, por isso sempre tentava mais e mais. E como o Harry apareceu ao meu lado, ela não perderia a chance de trazê-lo para ela.

A festa era afastada da cidade. Em um campo, que antigamente era um casarão. Ainda tinha algumas paredes de pedra em pé, mas sem teto ou piso. Lembravam ruínas. A festa sendo banhada somente pelo luar e algumas luzes de led. A névoa deixava o cenário mais sinistro e mórbido.
A metros de distância já se ouvia a música eletrônica. Nos aproximamos com o carro e vimos os corpos balançando.
Matthew estacionou e fomos em direção a festa. Entramos e meus ouvidos doíam com o volume da música. Matthew colocou a mão nas minhas costas e me conduziu até o meio da pista. 

O Juramento - Capítulo Quinze

" - Oi Serena. - Disse Tracy. "

- Oi Tracy. - Disse, sem nenhum vestígio de doçura na voz, ou sorriso no rosto.
- Estava dizendo ao Harry que é estranho vocês morarem na mesma casa.
- Harry é filho do amigo do meu tio. Ele veio para estudar - dei um ênfase no estudar, como sinal - , iria ficar em outro lugar, mas meu tio insistiu  para que  ele ficasse aqui.
- Então, vocês não estão namorando ?
Olhei para Harry, para verificar sua expressão. Ele apenas estava de cabeça baixa. Segui seu olhar e vi que Tracy tinha entrelaçado as mãos na dele.
Engoli em seco, e disse:
- Não - Desta vez Harry olhou para mim, mas desviei o olhar.
Mesmo que eu estivesse namorando Harry, isso não seria um empecilho para Tracy. Ela sempre dava um jeito de conseguir o que queria.
Ela tinha perdido a doçura falsa na voz, e seu sorriso desapareceu, quando disse:
- Ótimo. - Em um tom frio e cortante.
Ela começou a subir a escada de mãos dadas com Harry.
- Ah ! Serena, espero que não se incomode com o barulho que vamos fazer.
Fiquei boquiaberta, mas não demonstrei, pelo contrário, revidei.
- Não vou. Tenho compromisso. Vou sair com Matthew. - Uma bela mentira.


O Juramento - Capítulo Quatorze

" - Saiba que a partir de amanhã vai começar a ter aulas de luta comigo. "




O sinal para a aula soou. Chelsea seguiu para a sua aula e eu segui para a minha, de Biologia. Onde teria de encontrar Matthew e Harry.
Desde que cheguei hoje de manhã na escola, Matthew  não parou de tentar falar comigo. Já recuperado da estaca na barriga. De manhã Harry me explicara que o jogou no carro e o levou para bem longe, para poderem ter uma ' conversa ' particular. Harry queria muito matá-lo, mas não podia, os reis não permitiriam. Matthew ficou tentando pedir desculpas pelo ocorrido e me perseguindo. Com desculpas esfarrapadas do tipo: " Quando estou com você perco a cabeça " , " Você me deixou louco " , " Só conseguia sentir o cheiro do seu sangue e o desejo insaciável de experimentá-lo " .
Já não confiava muito nele antes, agora nem um pouco. Toda vez que tentava falar comigo, conseguia ver a mentira em seus olhos. E Harry também sempre vinha me ajudar, mantendo Matthew distante, e ele cada vez mais perto.
- Sentados, por favor. - Anunciou o professor. - Hoje, eu formarei as duplas de quem ficou sozinho, já que todos voltaram de férias.
- Desculpe pelo atraso professor. 
Tracy acabara de entrar na sala. Ó Deus ! Por quê tão cedo ? . Ela foi rebolando até a mesa ao lado da minha e logo reparou em Harry. Seus olhos brilharam. Ele seria o próximo da lista dela.
O professor começou a falar as duplas, até que chegou na mais importante:
- Harry e Tracy.


O Juramento - Capítulo Treze

" Até que senti duas pontas afiadas na minha pele. Suas presas. "



- Matthew. - Chamei, esperando que ele parasse. Mas não recuou. - Matthew ! - Chamei outra vez. Tentei empurrá-lo para longe, mas ele é muito, muito mais forte que eu.
- Por favor, não !
Ele segurou meu maxilar e o levantou, deixando a mostra meu pescoço. 
- Matthew, não ! - Falei, enquanto já sentia suas presas.
 Ele me soltou e sentou na cama, sem expressão nenhuma no rosto. Comecei a me levantar devagar da cama, com medo de fazer qualquer movimento brusco. Ele acompanhava cada movimento meu.